sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Maldade jornalística

O que a TV Paraíba (de novo) fez com o prefeito Veneziano Vital do Rêgo no último dia 26, por ocasião da assinatura da ordem de serviço para início das reformas no Teatro Severino Cabral, não se faz. Pensando bem, às vezes surpreendo-me em vão. O que esperar de uma emissora, cujos proprietários sempre estiveram ligados a grupos políticos interessados em ver o ‘Cabeludo’ na sarjeta.

Pois bem, dia 26, por volta das 10h30. Um dia marcante para o movimento cultural e também para Campina Grande. O palco foi o Teatro Municipal Severino Cabral para assinatura da ordem de serviço para as tão esperadas reformas na casa de espetáculos.

Estavam todos lá. Eneida Agra, a grande diva do teatro, Alexandre Tann, Kátia e Gabmar Cavalcante esbanjando talento com marchas carnavalescas, o ator e diretor Álvaro Fernandes; o jornalista Hermano José, homem também de teatro; além de dezenas de pessoas que atuam e se identificam com o teatro direta ou indiretamente.

Como não poderia ser diferente, lá estavam todos os jornalistas, de todas as emissoras, de todas as cores. Imaturo, pensava que a TV Paraíba está por lá para dar uma cobertura daquelas. O momento exigia isso! O prefeito Veneziano, cumprindo obviamente sua missão de homem público, ouvia os clamores da classe artística e anunciava o início das reformas na Casa de Espetáculos.

Eis que terminada a solenidade, enquanto me dirigia ao interior do Teatro, para vê-lo mais intimamente, deparo-me com a equipe da TV Paraíba num lugar ermo do equipamento, uma dependência às escondidas, que mesmo em período de funcionamento, nada representa para a grandeza dos espetáculos que ali acontecessem.

E na ‘passagem” da repórter (que isento de qualquer responsabilidade na matéria), o termo abandono soou como uma faca cravada em meu peito. Logo me dirigi ao companheiro Carlos Magno, Coordenador de Comunicação da Prefeitura, a quem tratei de comunicar-lhe da maldade jornalística patrocinada pela emissora afiliada à Vênus Platinada.

Magno ficou pasmo. Não acreditava que a TV Paraíba seria capaz de distorcer os fatos, tachando o teatro de abandonado. E não está abandonado mesmo. Bem diferente dos equipamentos cinemas São José e Capitólio. Lá sim, existe um quadro adverso.

No caso do Capitólio, objeto de matéria infeliz feita pela mesma TV recentemente, registre-se o fato que o prédio é tombado pelo Instituto Histórico do Patrimônio Público, ação que não permite qualquer reforma no local. No antigo cinema São José, o Governo do Estado, no então Governo Cássio, foi feito uma reforma, mas aquele Governo não teve a decência de entregá-lo à classe artística e nem à Prefeitura para que pudesse administrá-lo.

Voltando ao caso do Teatro, fiquei mais indignado (e todos ficaram), quando a TV Paraíba exibiu a matéria no seu JPB. Terrível. Uma negação do jornalismo sério e comprometido com a verdade. Sinais de revanchismo, de quem, deliberadamente, planejou uma reportagem com finalidades bem específicas. E foi bem mais além da maldade, quando disse que o equipamento estava interditado pelo Ministério Público, no que não é verdade.

A TV PB não disse, no entanto, que em 2006, a PMCG perdeu R$ 500 mil de verbas federais para reformar o Teatro justamente porque, na gestão do Senhor Cássio, não houve prestação de contas em obras do Ginásio O Meninão.

De toda sorte, resta-nos saber que as TVs Borborema, Correio e Itataré fizeram uma matéria como ela realmente deve ser mostrada. Com seus atores preocupados com a cultura e com a verdade. Lamentável.

Jota Júnior Presidente
O cerimonialista Celino Neto elevou o cargo do prefeito de Bayeux para Presidente daquela cidade. Foi durante a inauguração do Shopping do Automóvel, em Campina Grande, dia 26 passado.

Zé ou Vené?
A frase “O Senador de Vené é Zé”, que não é minha, causou rebuliço na Paraíba. De qualquer forma, isso mostra que o PMDB tem bons nomes para 2010.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Sem rumo e sem fé...

O arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagotto, tem razão quando disse que aqui na Paraíba se deu mal quando resolveu enveredar para o mundo da política. E não adianta se fazer de vítima não, porque o representante da Igreja Católica é apaixonado pelo PSDB e ponto final.

Bem recentemente, de forma exclusiva, publiquei página inteira na versão impressa de A Palavra mostrando a vida sacerdotal de Aldo Pagotto no Estado do Ceará, que foi apelidado de “Dom Tucano de Batina”.

Assim que chegou ao nosso Estado queria proibir padres de falarem em política e foi o primeiro a sair em defesa do senhor Cássio. Apareceu no guia eleitoral, lamentou, através de nota, a apreensão dos famosos envelopes amarelos por parte da Polícia Rodoviária Federal e quase foi às lágrimas quando soube que Cássio foi cassado pelo TRE e depois pelo TSE.

Essa de dizer que foi usado por grupos políticos é apenas uma estratégia para tentar desmontar a péssima imagem adquirida em nosso Estado, principalmente junto a grupos católicos que, de forma anônima, desde 2004 apóiam uma campanha contra compra de votos.

Dizem que o silêncio de Pagotto, que nunca mais saiu em defesa de Cunha Lima, se deve também ao fato da situação desconfortável vivida pelo candidato do PSDB ao Governo para 2010. Lá na Capital do Estado, centro maior das atenções políticas e eclesiásticas, falam que o Arcebispo anda com pouca fé no futuro do PSDB paraibano. Amém!

Gouveia abona o crime?
O meu amigo deputado federal Rômulo Gouveia, que sempre me cumprimenta festivamente em encontros fortuitos, pisou na bola quando disse não ao fim do foro privilegiado. Os demais parlamentares, como Vitalzinho, Manoel Júnior, Armando Abílio, Marcondes Gadelha, etc, votaram a favor da derrubada deste benefício esdrúxulo imposto pela Câmara Federal. Concordo com o deputado Régis Oliveira (PSC-SP), relator da emenda, quando lamentou o resultado da votação, ocorrida dia 18 último. A PEC teve 260 votos a favor, 121 contrários e 31 abstenções. A proposta foi derrotada porque são necessários pelo menos 308 votos para que uma emenda constitucional seja aprovada na Câmara.

Dos tempos da Colônia
É bom o deputado Rômulo Gouveia saber que o foro privilegiado é uma herança deixada pela política adotada no tempo que o Brasil era uma colônia portuguesa. Naquele tempo, onde a escravidão era uma coisa normal, não se admitia que um político ou uma pessoa ‘importante' para a colônia fosse julgado da mesma maneira que um cidadão comum.
A Constituição de 1988, embora considerada a mais democrática de todas as Constituições brasileiras, não previu expressamente a vedação de foro privilegiado. Pelo contrário, estabelece até mesmo quem terá direito ao foro. Apesar disso, o seu art. 5o, XXXVII, dispõe que "não haverá juízo ou tribunal de exceção", tornando nossa atual carta magna ambígua, abrindo brechas para políticos e alguns "privilegiados" cometerem crimes sem receber punição alguma.

Jornalismo criminoso

O jornalista Cláudio Humberto, que escreve para diversos jornais brasileiros, tem realmente um compromisso com o jornalismo às avessas. Publicou na edição desde dia 19, pasmem, a seguinte nota: “Obra empacada - O PAC empacou em Campina Grande. A construção de 337 casas populares foi interrompida em 2008, mesmo com a Caixa depositando sua parte, 80% do valor total. A deficiência é da prefeitura da cidade, que não honrou os 20% que lhe cabem, diz a turma de Dilma Rousseff”.

Jornalismo criminoso2
Todo mundo sabe que as obras do PAC de Campina Grande são as mais avançadas da Paraíba. O prefeito Veneziano, inclusive, já entregou até moradias para famílias do bairro do Araxá. Esse rapaz sempre esteve a serviço do PSDB – aquele partido que faz um mal danado ao País.

Jornalismo criminoso3
No ano passado, esse mesmo Cláudio Humberto publicou absurdos contra o prefeito Veneziano Vital. Chegou a publicar que o prefeito estaria ganhando apenas R$ 172,53. citando como fonte o dublê de produtor Dércio Alcântara. Uma lástima esse tipo de jornalismo que se pauta por políticos comprometidos com a mentira.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Cozete nunca mais?

O Partido dos Trabalhadores, ex-morada da sua antiga estrela, não quer mais acolher de jeito nenhum a ex-prefeita de Campina Grande – Cozete Barbosa (fotos em momentos distintos, recente e em protestos do Sintab no passado). Correm de Cozete como o diabo corre da cruz. Será que esse procedimento é correto? Cozete merece mesmo esse tratamento e ser ‘queimada’ na fogueira das vaidades petistas?

Apesar dos deslizes promovidos no passado com aquela desastrosa aliança com o PSDB do senhor acostumado a trair – Cássio Cunha Lima, acredito que Cozete merece uma segunda chance.

Inegável recordar que Cozete deu tudo de si pelo PT. Lembro-me bem dos seus cabelos longos, esbanjando saúde e beleza, nas lutas renhidas em defesa dos servidores municipais.

E não eram protestos políticos como os promovidos pelo Sintab de hoje. Naqueles tempos, o Sindicato tinha mesmo muito o que reclamar, mas isso é tema para uma outra coluna.

Não consigo esquecer da Cozete, ao lado do então vereador Veneziano Vital do Rêgo (foto ao lado), naquela memorável sessão que autorizou criminalmente a venda da nossa Celb (companhia de energia elétrica).
No livro do jornalista Apolinário Pimentel – Parem as Máquinas, a venda da Celb é enfocada também com uma fotografia mostrando Cozete empunhando uma lamparina, enquanto Veneziano era acossado por seguranças para que o “cabeludo” não fosse às vias de fato com os algozes da venda da Celb.

O Grupo de Resistência Petista (GRP), distribuiu nota à imprensa destacando o desejo do PT em seguir adiante aliado a partidos comprometidos com o Presidente Lula, mas criticou o fato de Cozete querer agora filiar-se ao partido: “que a senhora Cozete Barbosa, merece todo o nosso respeito, contudo, politicamente temos motivos de sobra para desejar que ela permaneça distante do nosso partido. O que estranhamos é que a senhora Cozete Barbosa, só se lembre do PT as vésperas dos processos de eleições internas, assim ela o fez no ultimo pleito atuando indevidamente em prol de uma candidata a presidente do PT municipal, candidata esta que nas eleições municipais do ano passado, apoiou, votou e desfilou em carro aberto ao lado do candidato do PSDB/Dem, inimigos ferrenhos do projeto do PT, inimigos ferrenhos do processo de inclusão social, inimigos ferrenhos das gestões participativas. Assim como a candidata derrotada apoiada pela ex-prefeita, ela também tem agido da mesma forma desde a época em que foi expulsa do PT, ou seja, constantemente a senhora Cozete Barbosa, tem votado e feito campanha contra os candidatos e aliados do PT. Por fim desejamos sucesso a senhora Cozete Barbosa, agora que este sucesso o mais distante possível do partido que estamos ajudando a reconstruir”, arremata a nota cruelmente.

Não acredito que Cozete esteja se voltando às forças do mal. Até porque ela agora integra o Governo Maranhão e não iria remar contra princípios.
Talvez a ex-estrela do PT esteja sendo mal compreendida. Pelo que representou, entendo que, no momento certo, Cozete há de ser realçada ao partido. E num futuro, quem sabe, nunca mais ouse acreditar naqueles que lhe prometeram torná-la prefeita e depois a abandonaram na rua da amargura.

Sintonia com que povo?
O ex-governador Cássio, cassado historicamente por crime eleitoral duas vezes pelo TRE-PB e uma vez pelo TSE, disse que o PSDB estará nas eleições de 2010 “em sintonia com a vontade do povo”. Só não disse que povo seria esse...

Enquete esclarecedora
A enquete realizada neste dia 09 pela Rádio Caturité foi muita esclarecedora. Os 36% de votos conquistados pelo Governador José Maranhão mostram quer o grupo Cassista já não mais consegue transferir votos como antes. Foram ouvidas 116 pessoas em diversos pontos da cidade. Claro que é apenas um retrato de momento e ouvindo poucos eleitores, mas reflete muito bem que Campina não se rende a políticos profissionais e que conquistou a independência a partir de 2004, quando elegeu Veneziano prefeito e o reelegeu em 2008.

Seguem abaixo mais duas fotografias históricas sempre com a presença da guerreira Cozete, por ocasião de sessão na Câmara de Vereadores campinense para venda da Celb.







terça-feira, 3 de novembro de 2009

A pesquisa Ibope

A coluna de hoje será dedicada à polêmica pesquisa feita pelo Ibope na Paraíba com vistas à sucessão estadual de 2010. O site de Lenildo Ferreira (http://www.blogdolenildo.com/) questiona os números e garante que em Campina Grande foram apenas 70 entrevistados.

Fiquei curioso em relação à pesquisa e telefonei para o Ibope em São Paulo, através do número 11-3036-7890 e busquei informações com a funcionária Taís Bahov, analista de Comunicação Institucional do Instituto.

Ela confirmou a realização da pesquisa e o número de entrevistados no Estado – pouco mais de 700, mas não soube quantos foram ouvidos por cidade. Taís me garantiu que a metodologia usada pelo Ibope atende às expectativas do momento e que não prejudicam o resultado final.

De toda sorte, vamos acompanhar o que pensa Lenildo, através de comentário publicado em seu site:

“O Jornal da Paraíba divulgou, esta semana, pesquisas do Ibope para o Governo do Estado e o Senado da República. Segundo os números publicados no domingo, na disputa para governador, Ricardo Coutinho (PSB) e José Maranhão (PMDB) estão empatados tecnicamente, com respectivos 38% e 37%, enquanto Cícero Lucena (PSDB) aparece com meros 14%. Hoje, o jornal trouxe os percentuais referentes à disputa para o Senado e um erro agudo da pesquisa contratada ao Ibope mostrou-se ainda mais relevante.

Ocorre que, quem prestar bastante atenção, verá que a região da Borborema, onde se encontra Campina Grande, segundo maior colégio eleitoral do Estado, foi aquela em que menos eleitores foram entrevistados pelo Ibope, apenas 70 pessoas. Número bem menor, muito menor, que os 196 entrevistados no sertão, os 140 na zona da mata, os 154 de João Pessoa e os 252 do agreste!

No corpo da matéria, assinada por André Gomes, a despeito dos vários esclarecimentos sobre os números, não se acha qualquer explicação para essa metodologia incompreensível empregada pelo Ibope, o que compromete amplamente a validade do quadro geral e a dignidade jornalística e lógica do texto.

Método compromete resultado de Veneziano
O prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rêgo, que ainda não se decidiu sobre 2010, se vai ser candidato ao Senado, a vice-governador ou a coisa nenhuma, acabou perdendo mais na controversa pesquisa. Tendo em vista que tanto ele quanto o ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB) - que, conforme o Ibope, lideram com folga a corrida rumo ao Senado - têm na região de Campina Grande suas maiores bases eleitorais, ambos teriam recebido índices mais favoráveis no cômputo final da pesquisa, caso esta tivesse ouvido a proporção devida de eleitores na região da Borborema.

O prejuízo é maior para Veneziano porque Cássio, de qualquer forma, já está bem na dianteira. Já o peemedebista, que aparece tecnicamente empatado com Efraim Morais (DEM), na Borborema recebeu 41% das intenções de voto, contra 19% do democrata. No fim, caso a região não tivesse sido estranhamente preterida pelo Ibope, o prefeito de Campina teria somado alguns pontos a mais no resultado geral, o que poderia colocá-lo fora do empate técnico com Efraim.

Onde estão as explicações?
E arremata Lenildo: “No Jornal da Paraíba, a única observação sobre essa confusão do Ibope veio em notinha minguada em meras três linhas, fora da matéria, na coluna de Marcos Alfredo, atual editor de política do impresso. E nada diz sobre o porquê de o Ibope ter se saído com um esquema de pesquisa destes. Talvez porque isso seja mesmo inexplicável”.


Sangria

Dentre tantas irregularidades, o jornalista Assis Costa, que atua na Secretaria de Interiorização, informou que o Governo de Cássio Cunha Lima comprava carne bovina no Rio Grande do Norte para abastecer o Hospital Regional de Urgência e Emergência de Campina Grande. Conforme ele, no mês, a cidade perdia R$ 17 mil de ICMS para o RN. E olha que esse homem garante que Ama Campina...

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Amor e ódio

Será que alguns jornalistas e políticos pensam que o povo é burro? Digo isso após saber que o ex-governador Cássio, cassado pelo TSE por crime eleitoral, teria dito na sua rádio do coração – a Campina FM, que quando deixou o Governo, em fevereiro passado – a obra do Hospital de Urgência de Campina estava com 95% concluída.
Tudo bem que a obra foi iniciada na sua gestão, mas dizer que estava quase pronta é um absurdo do tamanho das propagandas fantasiosas que o grupo do PSDB costuma passar para a opinião pública.

Aliás, o Senhor Cássio é mesmo craque em anunciar ou iniciar obras que sempre vão a lugar nenhum. Vocês devem estar lembrados de um tal Shopping Garagem, um Centro Gregário, as escadarias do Jeremias, um Museu Pandeiros, o Centro Administrativo de Campina, estes dois últimos projetados por Oscar Neymeier.

Em Campina mesmo, o senhor Cássio iniciou a construção de casas nos bairros Novo Cruzeiro e Três Irmãs em período eleitoral e depois abandonou tudo. Tem ainda aquele monstrengo do viaduto, que não serve pra nada mesmo. É um elefante branco que custou R$ 30 milhões aos cofres públicos, mas que nunca recebeu nenhum questionamento dos senhores parlamentares e nem da mídia que ama ($) o Senhor Cássio.

Ainda em relação à entrevista dada na Campina FM pelo Senhor Cássio, o estranho é que nenhum dos jornalistas da emissora questiona as declarações do ex-governador. Engolem tudo caladinhos.

Agora quando o entrevistado é Veneziano, eles sempre colocam o prefeito no canto da parede. Um dia desses, vocês devem se lembrar, o jornalista Arimatéia Souza chamou o prefeito de agourento no ar, ao pedir comentários de Veneziano sobre a sucessão estadual.

Isso sem falar em outros profissionais da Campina FM (não todos) que só fazem entrevistas com o prefeito para questionar obras como a Feira da Prata, o Sistema Integrado de Ônibus, os PSF’s e tantas outras ações que não foram realizadas pelo grupo Cunha Lima na cidade, além de proporcionar maior ênfase às posições do Sintab e às declarações dos vereadores João Dantas, Daniela Ribeiro e Ivonete Ludgério.

Não quero parecer perseguidor da Campina FM. Aliás, nutro um carinho todo especial pela emissora, onde fiz programa de rádio com o amigo Marcos Marinho. A Rádio, por sinal, possui programas bem melhores que a concorrência, principalmente à noite e nos finais de semana, quando a parte musical é mais MPB ou composições que fizeram sucesso em grandes filmes e que não tocam em outras rádios.

Considero apenas que a Campina FM tem se apresentado assumindo um papel de oposição ao prefeito Veneziano desnecessária. E não venha me dizer o colega Arquimedes que isso é jornalismo moderno e eivado de opinião. E não é mesmo. Tenho observado mais ironias do que jornalismo na sua essência.

O rádio é um patrimônio de todos, mediante concessão pública. E deve ser usada como instrumento auxiliar pela conquista da cidadania. Seu papel é informar e não deformar. Unir povos e não cooperar para que tenhamos divisão de povos. Sua missão é bem mais que tocar uma música de Chiclete com Banana ou de Capilé em tempos de eleição, mas tocar a essência do povo que já não mais aceita grupos, aí se inclui mídia, que querem manter-se no poder mesmo que tenham que seguir a cartilha de Hitler – querendo a todo custo transformar mentiras em verdades.

domingo, 18 de outubro de 2009

Um dia pra refletir

O dia 14 deste mês, por ocasião da entrega da nova Feira da Prata, servirá, sem dúvida alguma, para muitas reflexões da parte daqueles que se arvoram donos de mandatos e senhores da razão. Refiro-me ao processo sucessório estadual que foi antecipado e é assunto corrente na imprensa e no meio político. O povo, na verdade, mostra-se distante de tudo isso, mero expectador, mas atento às tramas urdidas com interesses meramente pessoais.

Campina Grande, por volta das 10h, chegam juntos à Feira da Prata, o Governador José Maranhão, o deputado federal Vital Filho, deputados estaduais Guilherme Almeida, Ivaldo Morais, Rodrigo Soares, ex-deputado Gilvan Freire, prefeitos diversos - Nabor Vanderlei, de Patos; Jota Júnior, de Bayeux; etc.

Um público incalculável estava na nova Feira. Dava pra ver no rosto de cada um. Pessoas simples – feirante mesmo, daquele que não acreditava mais em político, tanto as promessas que ouviram ao longo de mais de 40 anos.

José Maranhão, batizado de malfeitor de Campina pelo grupo Cunha Lima, foi recebido festivamente. Nada de vaias. E diante disso, ficou bem claro que essas vaias eram meras armações do grupo cassista, comandadas por pessoas que recebiam salários via CPF e que nada produziam para o Estado.

Após os discursos de Veneziano, de Vitalzinho e tantos outros, anuncia-se a fala de ZéE eu conversava com ‘meus botões’: será que Maranhão vai ser vaiado?

Que nada, o ‘velhinho’ deitou e rolou na Feira da Prata – falou à vontade, distribuiu sorrisos, recebeu afagos de homens e mulheres que lhe agradeciam por dispensar da sua emenda individual, recursos para que a obra prometida se concretizasse.

A inauguração da Feira da Prata foi um termômetro interessante para avaliar como anda a credibilidade de Veneziano e Maranhão em Campina. Pelos aplausos, pelo carinho recebido, digo que o povo consciente reconhece que o grupo, como um todo, sem faltar ninguém, tem obra e discurso para superar adversidades e enfrentar os espinhos que surgirem no caminho de 2010.

Disposição
O Vereador Cassiano Pereira estava mesmo disposto na inauguração da Feira da Prata. Apareceu em todas as fotografias e imagens feitas pela imprensa. Afinal de contas, era um momento histórico e o jovem parlamentar queria aparecer, mesmo que a contragosto de alguns profissionais de imprensa que não gostaram da idéia.

Distante da política
O bispo de Campina Grande, Dom Jaime Vieira Rocha, tem sido presença marcante nas obras estruturantes inauguradas por Veneziano. Ofereceu as bênçãos por ocasião da inauguração do Plínio Lemos e também na nova Feira da Prata. Dom Jaime, pelo visto, prefere não trilhar pela cartilha seguida por Dom Aldo Pagoto.

O cara de pau
A Secretária de Estado da Interiorização, Ana Cláudia Nóbrega Vital do Rêgo, está buscando exercer seu ofício longe dos bajuladores que se encastelaram no antigo Escritório. Ana terá muito trabalho, mas acredito que ela não vai querer conviver com os inimigos.

Vai agir?
Pergunta de um companheiro jornalista ao novo superintendente do Detran de Campina Grande – Derlópidas Neves: será que os incautos e apaixonados por grupos políticos continuarão trabalhando normalmente no órgão?

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

O novo político

Entendo que meu papel, além de minhas reflexões, é trazer aos leitores idéias de outras pessoas. Gostaria de trazer a esse espaço trechos de uma entrevista que o sociólogo e jornalista peruano Rafael Roncagliolo deu ao jornal argentino La Nación, e que me foi repassada por um amigo jornalista residente em São Paulo.

“Os partidos políticos se converteram em máquinas eleitorais que só funcionam quando há eleições. Isso é parte de uma mudança, na qual a relação cara a cara foi transformada em relações midiáticas. Ao congressista não interessa a repercussão do que diz no Parlamento. O que interessa é a repercussão do que diz no espaço midiático. Isso é uma deterioração da ação do Congresso. Desapareceu a relação cara a cara com a célula partidária.”

“Os partidos funcionam como garagens, porque apenas se retira o carro do estacionamento para competir e, depois, volta-se a guardá-lo..."
“As transformações tecnológicas dos últimos tempos determinaram que os eleitores não fossem considerados cidadãos, mas sim consumidores. A diferença é que, quanto aos cidadãos, é preciso convencê-los e, quanto aos consumidores, é preciso seduzi-los. Neste cenário, as ofertas dos políticos deixam de ser propostas e passam a ser mecanismos publicitários de sedução do eleitor. Isso destrói o pressuposto básico da democracia.”

“É óbvio que os candidatos não mais têm interesse sobre os temas a debater. Interessa a eles os aspectos formais do debate, como a luz, a ordem da exposição, os tempos e a disposição das câmeras. Ou seja, a vida política passou a ser controlada por novos especialistas.”

“Hoje, é preciso estar nos meios de comunicação de massa para existir. Os meios não têm êxito no momento de dizer quem ganha, mas sim ao estabelecer quais os que estão na competição. Pode-se dizer que os meios substituíram os políticos no papel de fixar a agenda. Então, não são mais dirigentes, voltados para oferecer uma direção aos cidadãos, mas sim dirigidos, no sentido de que o bom político é o que melhor interpreta as pesquisas e que faz o que o público pede.”

“Isso não significa que os meios de comunicação possam fazer o que quiser com a opinião pública, mas sim que alguns deles têm um papel desmedido. Os legisladores foram substituídos por líderes midiáticos em sua influência sobre a opinião pública.”
Esse novo (sic) político é mesmo de assustar e como ele está presente em nossas vidas. Conheço uma porção deles. Mas às vezes o tiro sai pela culatra. O eleitor pode até ser manipulado pelas grandes empresas de comunicação e pelo sistema dominante, mas nem sempre essa arma midiática funciona.

O caso de Campina Grande é emblemático. O atual prefeito Veneziano Vital do Rêgo era um grande ‘desconhecido’ nas eleições para prefeito daquele ano de 2004. Quem mesmo apostava num vereador de oposição contra um forte grupo político dominado pelo Governador do Estado, o Presidente da Assembléia Legislativa, o presidente da Câmara de Vereadores, os veículos de comunicação (leia-se a casta direcional); entidades de classe que abertamente defendiam o outro candidato?
Veneziano, seu irmão Vitalzinho, no primeiro turno, com parcos recursos, sem as tecnologias descritas pelo jornalista peruano, apenas a contar com alguns fiéis escudeiros, uma amiga que vez por outra retocava o suor do rosto do ‘Cabeludo’ para não aparecer suado no guia eleitoral.
Claro que os novos especialistas estão sempre por perto – nos Estados Unidos e por aqui também. E estarão sempre. Cabe ao eleitor discernir, no momento de cada eleição, diferenciar o sedutor que fala bem e nada faz, do bom político, que pode até falar bem, mas que se diferencia por falar olho no olho, sem truques e com o coração voltado ao bem comum de todos!